Alguém sabe me dizer por onde anda meu Eu?
Não sei se foi por ali, ou se por acolá.
Quando me dei por conta, meu Eu já tinha ido pelo ralo.
O ralo de que falo, é o ralo sem fundo da rede
No fluxo descontínuo, na casa que não tinha paredes.
Mas ao falar de rede, não estamos falando de ordem no Caos,
de linhas em meio a tempestade?
Pois é, resolvi entrar pelo ralo, e descobrir onde meu eu foi parar, como Alice.
O que descobri é que meu Eu não parava de mudar, mudava tanto que não dava mais pra falar que sou um, ou que era Eu. O Eu morreu quando nasceu, morreu afogado no meio da corrente, e em seu lugar, nasceram forças, potências, intensidades, devires, fugas.
O organismo foi-se pelo ralo, o Ser se esvaziou no meio da enchente;
a casa anda, o carro no entando não anda.
Mas, quando me enfiei por uma pequena vaga, me disseram que o Eu que eu procurava, não era mais o EU que eu era. Disseram-me que o meu Eu tinha ido embora, e em seu lugar, deixou apenas uma rama de grama.
Talves o Eu tenha virado grama, erva daninha.
Quando tive por outras baías, outros Piratas me disseram que muitos Eu's´já passaram por ali, mas que nenhum Eu voltou mais.
Os que voltavam chamavam-se Homens-Grama, Homens-árvore de Potência, àrvores de vontade.
Devir-grama.
Avante Piratas, em nome de uma pirataria do Eu.
Nós, escrevemos
Grama ao invés de àrvores!!! (mas isso não tem nada a ver com desmatamento da Amazônia, ou mesmo, sair po ai derrubando àrvores).
Ás àrvores que devemos derrubar, são as árvores do totalitarismo, da rigidez do saber institucionalizado, árvores do capitalismo.
Avante Piratas! Tornemo-nos estrangeiros a nós mesmos!!
Vamos embarquem juntos, todos nessa imensa Nau dos Insensatos!!
Avante! Piratas! Avante!!
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