quarta-feira, 27 de maio de 2009

Reinaldo segundo a Wikipedia

Reinaldo Azevedo (Dois Córregos, 19 de agosto de 1961) é um jornalista brasileiro. Foi redator-chefe das revistas Primeira Leitura[1] e Bravo!, editor-adjunto de política da Folha de S. Paulo, coordenador de política da sucursal de Brasília do mesmo jornal e redator-chefe do jornal Diário do Grande ABC, de Santo André, entre 1991 e 1993. Hoje, é articulista da revista Veja e mantém um blog hospedado no site da revista.

Azevedo freqüentou alguns cursos de Letras na Universidade de São Paulo (USP) e formou-se em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Reinaldo foi trotskista nos tempos da ditadura militar no Brasil. Participou da militância esquerdista na clandestinidade. “Eu tinha 14 anos, em 1975, e era dono de uma certa inquietude política. Não havia nada de propriamente ideológico. Era inconformismo”. Adulto, tornou-se um crítico feroz do comunismo e de quaisquer idéias socialistas. Defende posições que causam controvérsia: “Crescer é ter direito a preconceitos. Não gosto de aviões, comida japonesa, comunistas, jazz, solo de saxofone, presidentes semianalfabetos, especialistas em vinhos, pão com gergelim e gente que faz passeata pela paz". Tampouco simpatiza com Lula e seus partidários; é autor de uma frase sobre o assunto que foi muito reproduzida: “Tudo o que é bom para o PT é ruim para o Brasil"[2]. Embora faça críticas ao governo Lula, por muitos consideradas "extremistas", já na Primeira Leitura Azevedo adotava uma postura muito crítica em relação a governos, à época em relação ao governo FHC, fato que, muitas vezes, seus críticos esquecem. "O combate mais duro a um texto de um acadêmico que previa o fim do mundo se Lula fosse eleito se deu no site Primeira Leitura"[1].

Católico praticante, é admirador do papa Bento XVI e opositor da teologia da libertação, que apelida de “escatologia da libertação”. Reinaldo Azevedo posiciona-se, em seus textos, contra o aborto e as pesquisas com células embrionárias, assim como contra qualquer tipo de imprensa estatal, apoiando a mais completa liberdade de expressão. É a favor da Lei da anistia do Brasil, mas contra as indenizações concedidas a presos políticos. É contra a descriminalização das drogas, e apoiou a invasão do Iraque e a candidatura de McCain. Também expressou sua descrença com as teorias do aquecimento global. Reinaldo considera a Universidade de São Paulo "uma universidade relevante na área técnica e de pesquisa aplicada e um solene entulho na área de ciências humanas(…)".[3]

Em seu blog, Azevedo faz análises gerais sobre política e cultura, entre outros assuntos. Em 2005, lançou o livro denominado Contra o Consenso – Ensaios e Resenhas (ISBN 8598490113), que reúne 43 ensaios e resenhas, originalmente publicados entre 1998 e 2005 nas revistas Bravo! e Primeira Leitura, e no site desta última . Em setembro de 2008 lançou o livro O país dos petralhas, (ISBN 8501082325). Perguntado, em entrevista concedida a Edney Silvestre na Globo News, em 3 de outubro de 2008, se esse seria um livro "contra o PT", declarou que não, mas sim contra certos setores do PT, acrescentando que, na sua definição, "todo 'petralha' é petista, mas nem todo petista é 'petralha'". « De resto, se somos bastante críticos, e somos mesmo, reivindico para Primeira Leitura a publicação das melhores entrevistas até hoje concedidas à mídia nacional por gente como Antonio Palocci (ministro da Fazenda), Marcos Lisboa (secretário de Política Econômica), Tarso Genro (ministro da Educação) ou Luiz Fernando Furlan (ministro do Desenvolvimento), dentre outros. Em agosto de 2001, fizemos uma entrevista histórica com José Dirceu, hoje ministro-chefe da Casa Civil. Ali anunciávamos que o PT viria para ganhar. Ele foi capa da revista, à frente da bandeira brasileira, com destaque para as palavras "ordem e progresso". Era nosso assinante. Não sei se ainda é. Espero que sim. Ele está entre os leitores que quero ter[1].»
 (Reinaldo Azevedo)




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Autoanálise

Reinaldo Azevedo considera-se um individualista, e defende acima de tudo o paradigma da individualidade, e dos direitos individuais: «Chamam-me filhote do Bush (pena ele nem saber que eu existo…), porta-voz do imperialismo, agente da CIA, da Mossad, tucano enrustido (como se, caso eu fosse tucano, tivesse de me disfarçar de outra coisa) e por aí afora. Acato tudo como parte da guerra. (…) meus textos estão no mundo. Que os adversários os usem para alimentar a sua fúria se não servirem para despertar a sua fome. A minha praia é a liberdade. Minha e alheia. Meu país é o indivíduo. Minha concessão generosa ao mundo é a institucionalidade democrática, já que somos obrigados a ter uma existência além de nosso núcleo familiar. Assim, o meu contrato social supõe o ambiente que garanta aquela liberdade e aquela individualidade, e não o que vem para mitigá-las e se tornar ele próprio um fim[4].»
 (Reinaldo Azevedo)

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